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36 - Adoração aos Astros
36 - Adoração aos Astros

36 - Adoração aos Astros

Considerando ainda o segmento da wicca, vejamos o culto a alguns componentes da natureza:

“...Deitaram-se no chão e ficaram fazendo pedidos para as estrelas cadentes....” (As Valkírias – pdf – meocloud - p. 9).

“Vahala virou-se em direção à lua:

- Estamos aqui arcanjo...” (Idem p. 12)

Essa idolatria referente aos astros e planetas é também mencionada na Bíblia. Entre os variados povos daquele tempo era costume tal prática, Deus abominava. Bem como, atualmente, a “inocente” crença de se fazer pedido às “estrelas” que caem, como narrou Paulo Coelho. Isso é pecado. Quem assim o faz está se dirigindo a um ser inanimado que não tem o controle de nada, e não é nada mais que um rastro luminoso resultante do atrito de uma partícula de matéria com os gases da atmosfera terrestre. Devemos fazer nossas petições ao Criador de tudo, não ao que foi criado por Ele.

- Povos antigos idolatravam imagens sob a forma de sol

“Destruirei os vossos altos, derrubarei as vossas imagens do sol, e lançarei os vossos cadáveres sobre os destroços dos vossos ídolos; e a minha alma vos abominará”. (Levítico 16.30).

“...(o rei Josias) começou a purificar a Judá e a Jerusalém[...], das imagens de escultura e de fundição. E derrubaram perante ele os altares de baalins; e cortou as imagens do sol, que estavam acima deles...”. (II Crônicas 34.3,4).

“Também (o rei Josias) destituiu os sacerdotes que os reis de Judá estabeleceram para incensarem [...], como também os que incensavam a Baal, ao sol, à lua e aos demais planetas e a todos os exércitos dos céus”. (II Reis 23.5).

Vemos aqui um exemplo de sacerdotes que se contaminaram com o pecado da idolatria aos astros. Esses sacerdotes, conhecedores da Lei, a Bíblia da época, ao invés de ensinar à luz da Palavra; não só corrompia o povo com ensino contrário à vontade de Deus, como também a si próprio. Como vemos, a adoração aos astros é antiga.

O rei Josias, muito convertido a Deus, não os aceitou, antes, os destituiu de seus cargos e funções. Isso para os sacerdotes significava um ato humilhante para quem outrora tinha tanta influência.

“E, deixando todos os mandamentos do Senhor seu Deus, fizeram para si dois bezerros de fundição, e ainda uma Asera; adoraram todo o exército do céu, e serviram a Baal”. (II Reis 17.16).

“Adoraram todo o exército do céu”. Esses israelitas adoraram as divindades astrais e outros deuses, por que criam que eles proporcionariam uma vida melhor.

- Adoravam e lhe prestavam culto, eram castigados por isso

“Naquele tempo, diz o Senhor, tirarão os ossos dos reis de Judá [...], e os ossos dos habitantes de Jerusalém para fora das sepulturas; e expô-los-ão ao sol, à lua e a todo o exército do céu, a quem tinham amado a quem tinham servido, e após quem tinham ido, e a quem tinham buscado, e diante de quem se tinham prostrado; não serão recolhidos nem serão sepultados; serão como esterco sobre a face da terra”. (Jeremias 8.1-3).

“Então me disse: Viste, filho do homem? Verás ainda maiores abominações do que estas. E levou-me para o átrio interior da casa do Senhor; e eis que estavam à entrada do templo do Senhor, entre o pórtico e o altar, cerca de vinte e cinco homens, de costas para o templo do Senhor, e com os rostos para o oriente; e assim, virados para o oriente, adoravam o sol”. (Ezequiel 8.15,16).

- Estrelas/lua

“Não levantes os teus olhos aos céus e vejas o sol, a lua e as estrelas, todo o exército do céu, e sejas impelido a que te inclines perante eles [...]. Guardai-vos de que vos esqueçais do concerto do Senhor, vosso Deus, que tem feito convosco, e vos façais alguma escultura, imagem de alguma coisa que o Senhor, vosso Deus, vos proibiu”. (Deuteronômio 4.19,23).

Essa recomendação bíblica vale para aqueles pedidos feitos às estrelas cadentes.

“... levantem-se, pois, agora (ante iminente perigo) e te salvem os astrólogos, que contemplam os astros, e os que nas luas novas prognosticam o que há de vir sobre ti...”. (Isaías 47.13).

Fica claro, nas entrelinhas desse versículo acima, que Deus está se recusando a se levantar em favor do povo que anteriormente preferia buscar os astrólogos. O povo agora em perigo busca a Deus, mas este ordena que o povo busque os astrólogos, já que acreditava tanto neles e havia se esquecido do Deus vivo, que pode todas as coisas. 

- A escultura de uma estrela era adorno, era símbolo, do deus Moloque

“Oferecestes-me vós sacrifícios [...], ó casa de Israel? Antes levastes a tenda de vosso Moloque (estátua do deus supremo dos Amonitas), e o altar de vossas imagens, e a estrela de vosso deus (ou deus-estrela, algumas versões), que fizestes para vós mesmos”. (Amós 5.25,26).

“Mas Deus se afastou e os abandonou ao culto das hostes dos céus [...], Antes carregastes o tabernáculo de Moloque e a estrela de vosso deus Renfã (deus antigo, adorado como senhor do planeta Saturno), figuras que vós fizestes para adorá-las. Transportar-vos-ei, pois, para além de Babilônia”. (exílio, cativeiro - Atos 7.42,43).

Esse era o comportamento de Israel Antigo: pecava, desobedecia, era castigado de forma terrível. Sofria, se arrependia, Deus removia o castigo. Passado um tempo esse povo tornava a pecar, e começava tudo de novo. “Povo obstinado”, como dissera Deus. Não se trata do pecado involuntário, a que todos estamos sujeitos. Trata-se de desobediência consciente aos preceitos de Deus, continuamente.

- Punição aos adoradores

“Quando no meio de ti [...], se achar algum homem ou mulher que fizer mal aos olhos do Senhor, teu Deus, traspassando o seu concerto, que for, e servir a outros deuses, e se encurvara eles, ou ao sol, ou à lua, ou a todo o exercito do céu (inclusive anjos), o que não ordenei [...], então levarás o homem ou a mulher que fez este malefício [...], o tal homem ou a mulher os apedrejarás com pedras, até que morram”. (Deuteronômio 17.2-5).

Assim ditava a Lei Mosaica dada por Deus: morte aos idólatras. O Senhor Deus decidiu mudá-la. Enviou Jesus, seu filho amado, passamos a ter a intercessão dele, a tolerância, a paciência, o tempo de espera dele, por amor, por ser generoso, que denominamos “longanimidade”.

Jesus não aplica castigo imediato, na mairia das vezes, mesmo que nos pareça assim, antes disso ele terá insistido com o homem. Ele utiliza diversificados meios, seja a consciência, e principalmente ela, seja um conselho de alguém, um sonho. Alerta para que não pratique tal ato.

Uma vez praticado o pecado, ele insistirá no arrependimento: “[...] Deus fala uma e duas vezes; porém ninguém atenta para isso. Em sonho ou em visão de noite, quando cai sono profundo sobre os homens, e adormece na cama, então abre os ouvidos dos homens, e lhes sela a sua instrução”. (Jó 33.14-16). Se o homem medita em o quanto pecou e se arrepende, estará livre da condenação divina, porém, em alguns casos, nunca da consequência de seu pecado. Na lei não; pecou, fora flagrado, estava condenado à morte, de imediato, sem apelo.

Jesus não deseja, nem aprova, que o homem seja “apedrejado”, “queimado” nas fogueiras por seus pecados, por mais hediondo que seja esse pecado. Jesus deseja resgatar a alma humana, sempre. Mas, se o homem insistir em lhe desobedecer, não tenha dúvida: Ele não terá piedade ao aplicar sua justiça. Após o homem fracassar ante todas as tentativas de Deus, não que Ele não consiga obter êxito, mas por causa do livre arbítrio do homem, Ele o larga, como está escrito: “Efraim está entregue aos ídolos, deixa-o” (Oseias 4.17). “Deus os entregou às concupiscências do seu coração, à imundícia [...], Deus os abandonou às paixões infames”. (Romanos 1.24,26). Ou seja: faça o que melhor lhe parecer.

A longanimidade de Deus

“... dantes fui blasfemo, perseguidor e opressor; mas alcancei misericórdia, porque o fiz ignorantemente, na incredulidade. Esta é uma palavra fiel e digna de toda aceitação: Que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar (resgatar) os pecadores, dos quais eu sou o principal. Mas, por isso, alcancei misericórdia, para que em mim, que sou o principal, Jesus Cristo mostrasse toda a sua longanimidade, para exemplo dos que haviam de crer nele para a vida eterna. Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus seja honra e glória para todo o sempre. Amém!”. (I Timóteo 1.13,15-17).

Quem nos fala é o Apóstolo Paulo, cita seus pecados, seu arrependimento e a misericórdia de Deus para com ele. O apóstolo não foi idólatra, pois ele foi criado no ensino do Judaísmo, porém, pelo que ele considerava zelo a Deus, perseguiu e consentiu na morte de bastante cristãos. Contudo, Cristo resgatou a sua alma e a transformou.

“Durante anos acreditara na implacável mão de Deus, no seu castigo. Mas era sua própria mão, e não a de Deus, que causara tanta destruição” (p. 140). Quem assim declara é o outro Paulo; Paulo Coelho, embasado em ensino da Nova Era, onde se crer que não há punição divina, não há pecado e não há sentença condenatória, nem Juízo Final. Apenas na consequência de seus atos,  que acontece também. 

Não devemos acreditar que tudo é castigo, que é a “implacável mão de Deus”. É lógico que existem as consequências de nossos atos. Mas Deus, como uma “pessoa”, tem sentimento e reações. Qualquer um que não obedece a Deus e a sua Palavra faz-lhe oposição e é inimigo de Deus, assim afirma a Bíblia. O preço dessa consequência pode ser muito alto, em alguns casos, irremediável.

 

 

 

 

BÍBLIA de Estudo Pentecostal – AT e NT. Referências e Algumas Variantes. Trad. João F. de Almeida. São Paulo, CPAD/SBB, 1995 (ISBN 85-263-0048-2-BEP).

BÍBLIA Sagrada (Eletrônica, AT e NT). Europa Multimídia. Programação: Leandro Calçada, Ilustração: Wilson Roberto Jr. Colaboração: Thélos Associação Cultural.

As Valkírias – pdf- https://meocloud.pt/link - https://cld.pt/dl/download/

Vide tópico 56 - Referências Bibliográficas